Talento precisa-se!

2 de Maio de 2017

Talento precisa-se!

Estamos em março de 2017 e as temperaturas marcam 26ºC, o sol brilha lá fora e as redes sociais são inundadas com fotos de esplanadas, praias, retratos convidativos para qualquer profissional de um país mais distante onde no mesmo dia de hoje sairíamos de casa com um sobretudo ou um guarda-chuva.

Com o aumento da temperatura, cidades inundadas por turistas, estudantes e trabalhadores estrangeiros e com o ego e autoestima em alta por ver um Portugal com um sem fim de prémios, cidades portuguesas a serem reconhecidas com primeiros lugares em rankings mundiais, vemos os projetos a nascer. Projetos diferentes nas empresas de sempre. E a questão que se coloca neste dia de sol de março é – como é que não haveriam de querer trabalhar em Portugal?

Neste dia, como exemplo, em reuniões duas empresas diametralmente opostas em escala, dimensão e brand awareness revelam as mesmas preocupações: Como atrair colaboradores de um range intermédio especializados para funções de 1ª, 2ª e 3ª linhas, fluentes em mais do que um idioma se comparando com a Europa e o resto do mundo, a atratividade dos salários continua a não ser comparável?

Vivemos cada vez ciclos mais curtos nas empresas e sentimo-nos como outliers quando percebemos que o investimento que é feito muitas vezes na retenção dos profissionais não tem retorno. Mais grave se torna quando entendemos que o “candidato” comanda e que as ações de retenção são exigidas pelo mesmo enquanto está na empresa/projeto mas que não são determinantes para a sua permanência na mesma.

Antagónico? Talvez não quando pensamos que num mundo claramente mais horizontal onde a distância física é rapidamente ultrapassada pela proximidade virtual dos mercados, e que essa ausência de barreira despoleta oportunidades e consequentemente contactos.

Assim diria que hoje um perfil é enriquecido pela sua experiência e intervenção nos projetos, e que essa visão de projeto é mais importante que uma carreira sólida e estanque numa organização mesmo que ela ofereça todas as condições para a progressão vertical.

Os candidatos a que chamamos agora talentos procuram assim experiências e é pelas “experiências” que são atraídos. Numa economia “aparentemente” florescente, onde assistimos a startups a contrastar com projetos com perspetivas de recrutamento de cerca de 500 a 1.000 pessoas em 3 anos questionamo-nos diariamente como encontrar e atrair os profissionais para os diversos projetos em curso.

Diria que:

·         empresas e talentos têm que andar de mãos dadas lendo-se e percebendo-se a cada minuto, a cada instante quais as necessidades de ambas no momento temporal que as une.

·         é urgente criar estímulos nos talentos para a partilha de experiências positivas, para os testemunhos e a referenciação, vivendo o brand awareness da empresa de dentro para fora da mesma de forma, a que através de mecanismos de referenciação sejam colmatadas algumas das necessidades em curso.

·         as parcerias são fundamentais, o compromisso e a orientação às necessidades com as universidades e recrutadoras para os undergraduates, graduates e mesmo executivos.

·         as academias internas e externas são fundamentais para acautelarem a formação dos perfis mais escassos em maior volume em setores onde a procura aumentará nos próximos anos, o retalho, as tecnologias, os moldes, a aeronáutica.

Diria que talento precisa-se!

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