Artigo de Opinião de Sílvia Gomes - Inovar com Tradição

3 de Março de 2011

 

Nos últimos tempos, temos visto as empresas a investir no desenvolvimento tecnológico, a estudar a concorrência, a analisar as tendências de mercado, o comportamento do consumidor, qual a melhor forma de comunicar…por aí fora. Mas, o que procura o consumidor? Enquanto cliente, o que privilegiamos na relação com a marca?
 
A psicose gerada pela crise está a modificar os hábitos dos consumidores. Se até aqui não hesitavam em gastar dinheiro, desde que o serviço/produto fosse aliciante, hoje hesitam e pensam mais do que uma vez. Vivemos um momento de falta de valores, que nos leva à necessidade de procurar identidade, marcas/empresas que nos transmitam segurança e conforto. Marcas que de alguma forma nos relembrem as nossas raízes e tradições, que valorizem a nossa componente humana em detrimento do individualismo.
 
O consumidor cada vez mais procura a proximidade, a qualidade do serviço por um bom preço, um atendimento diferenciador, uma marca que se preocupe com o bem-estar. O ser “único”, procura mais proximidade. Um bom exemplo é o regresso ao comércio tradicional. Os novos investimentos não passam tanto pela abertura de grandes superfícies, mas sim no investimento no comércio tradicional e de proximidade à comunidade. Face ao momento actual, a perda do poder de compra e maior instabilidade, o consumidor altera o hábito de consumo, passando a fazer compras “inteligentes” e com uma maior frequência. Atento às promoções, descontos e campanhas específicas, é às marcas de confiança a que recorre.
 
Temos o exemplo da aposta no desenvolvimento das marcas próprias, criando identidade e confiança ao consumidor, fazendo com que este reconheça qualidade a um bom preço. Aliando as marcas próprias ao comércio tradicional, diria que é quase uma aposta ganha na confiança do consumidor.
 
Outro exemplo, é o renascer do comércio de rua, com a abertura de pequenas lojas com um mix de produtos e artigos, em que podemos encontrar marcas dos anos 70/80, desde a marca de pastas de dentes dos nossos avós, passando pelo design mobiliário clássico, aos detalhes de moda Vintage, todos eles nos transportam para um passado risonho. São criados espaços com tradição, com a escolha de produtos portugueses, em que a qualidade e a diferença estão em primeiro lugar.
 
O crescimento desenfreado da nossa economia fez com que nos focássemos no resultado, no objectivo, em sermos mais rápidos e mais competitivos. A componente humana, o rigor, o desenvolvimento, fazia parte integrante do processo, mas outros aspectos eram considerados mais importantes. A crise faz-nos pensar … reflectir enquanto pessoas/profissionais, o que procuramos e o que valorizamos. Uma cadeia de solidariedade e familiar se cria, e inconscientemente, sentimos a necessidade de valorizar a nossa cultura, os nossos costumes e a tradição.
 
Também nós sentimos a necessidade de criar um conceito mais aproximado ao cliente. Ser flexível e ajustado à sua necessidade mostrando confiança, rigor e profissionalismo, tornamos-nos mais competitivos e parte integrante da empresa cliente. Assentando sobre valores de “família” e tradição, é possível construir uma empresa diferente no mercado dos Recursos Humanos. A aproximação ao cliente e candidato é gerir expectativas de forma singular, é desenvolver processos/projectos caso a caso.
 
Hoje, a aproximação ao nosso cliente dita o sucesso!
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