A identificação cirúrgica

4 de Janeiro de 2017

Qual o peso da tecnologia na capacidade de identificação e seleção de candidatos? No futuro, esta tendência vai crescer? São questões que têm vindo a ser debatidas por especialistas em recursos humanos.

Se pensarmos que o sucesso de um processo de recrutamento é medido pela seleção do candidato e se rapidamente desdobrarmos o processo até ao momento da identificação do candidato, determinamos este como o momento chave no recrutamento atual e futuro.

Podemos partilhar, a experiência de um processo concluído numa semana, desde a adjudicação até à aceitação da proposta ao candidato. Neste caso em concreto, tratou-se um perfil financeiro com especificidades técnicas bastante complexas, acrescentando obrigatoriedade na fluência de dois idiomas (polaco e francês). Tendo em conta o nosso “pequeno mercado”, após pesquisa cirúrgica e posterior validação de um candidato, partilhámos o perfil com o cliente, que avançou para seleção. É importante referir, neste processo em particular, o nosso know-how e rapidez foram a chave para o sucesso!

Teremos outros casos, onde a complexidade técnica sendo menor, tornou mais difícil atingir o sucesso de um processo de recrutamento, prolongando este para um tempo médio de resposta maior. Complexo? Talvez não.

E qual o papel da tecnologia nesta ambiguidade?

Hoje, estar presente nas redes sociais é um “must do” para quem procura uma nova oportunidade profissional, para quem fomenta o seu “social selling”, para quem estabelece contactos e fundamentalmente para quem quer ser encontrado.

Na ótica do recrutador, seja este “a empresa cliente” ou a “empresa parceira”, estas redes sociais são hoje um instrumento de informação com relativa importância no conhecimento que se pretende obter de um candidato: os seus interesses, os seus contactos, as suas experiências, os seus idiomas e que poderão perspetivar a presença do Top Performer que será fator de diferenciação num processo de recrutamento.

Quando a prevalência do perfil é maioritariamente técnica ou obriga a requisitos eliminatórios, estas redes são e serão determinantes no médio longo prazo na identificação cirúrgica mencionada no exemplo acima.

Quando a prevalência do perfil é maioritariamente comportamental, aí volto a reforçar a importância das técnicas de recrutamento mais tradicionais, onde o processo tem que garantir a adequabilidade do perfil à cultura da empresa de forma a garantir o sucesso não só na seleção/conclusão, como na retenção. Neste caso o processo torna-se mais exigente, mais moroso e a tecnologia aqui assiste a identificação, mas não a validação ou seleção.

Indubitável é que num caso ou noutro há um denominador comum em ambos os perfis – mais técnico ou mais comportamental – e que dita que a tecnologia faz parte integrante da vida nas empresas e que exige aos profissionais algumas competências adicionais às valorizadas à data, como a capacidade de inovar, a orientação à solução, a visão global que a tecnologia promove, o acompanhamento tecnológica e a rápida atenção às tendências que o mercado dita.

Em suma, recordo uma frase que me foi partilhada em início de carreira por alguém que ainda hoje é uma referência profissional, muito à frente do seu tempo, e que apenas hoje é uma realidade e que previa que “o profissional de futuro deverá ser supersónico, polivalente e generalista”.

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